31.03.11

A paixão não morre pelo que se diz, mas sempre pelas palavras nunca ditas. Nada é mais deserto que o vazio da palavra que ficou por nascer. É preciso dizer amo-te quando se ama. Odeio-te quando se odeia. É preciso dizer todas as palavras, pois nenhuma palavra mata. A cada palavra pode-se acrescentar sempre outra palavra, e cada palavra é movimento, é fruto, é vida. Por isso, jurámos falar de tudo, mesmo tudo. Do que sentíamos, de como sentíamos, dos desejos, dos medos, dos anseios, dos receios, mesmo das dúvidas… jurámos falar mesmo do que nos magoava, do que nos desgastava por dentro, das tristezas, dos problemas da vida, dos ciúmes…

 

Jurámos falar das coisas grandes e pequenas. Das coisas pequenas que de ignoradas se fazem grandes e sufocam tanto ou mais que as enormes. E para além de tudo isto, jurámos ainda falar do que era bom, do que dava prazer, do que nos fazia sentir bem, como um banho quente e uma cama de roupa lavada, um poema no espelho, um beijo na palma das mãos, os dedos nos cabelos, o cheiro da chuva nas tardes de verão... ou simplesmente, o que gostávamos quando fazíamos amor.

 

In O Diários dos Infiéis , de João Morgado

 

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publicado por anjinho-diabinho-papudo às 00:07

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